Sobre como Kolka Pankin voou ao Brasil,
 e Pyetka Yershov em nada acreditou (Daniil Kharms)

00000001Capa da edição original, de 1928, ilustrada por Evgenia Konstantinovna Evenbach.

1

Kolka Pankin decidiu viajar para algum lugar distante.
– Eu vou para o Brasil – ele disse para Pyetka Yershov.
– E onde fica esse Brasil? – perguntou Pyetka.
O Brasil está localizado na América do Sul, – disse Kolka, – É um lugar muito quente onde se encontram macacos e papagaios. Lá nascem palmeiras, voam colibris, vivem animais ferozes e tribos selvagens.
– Índios? – perguntou Pyetka.
– Como os índios – disse Kolka.
– E como se chega lá? – perguntou Pyetka.
– De avião ou de navio – disse Kolka.
– E como é que você vai? – perguntou Pyetka.
– Eu vou de avião – disse Kolka.
– E onde você vai conseguir um avião? – perguntou Pyetka.
– Vou até o aeródromo, peço e eles vão me dar um – disse Kolka.
– E quem é que vai dar um avião para você? – perguntou Pyetka.
– Todos são meus conhecidos lá – disse Kolka.
– Quem é que você conhece lá? – perguntou Pyetka.
– Diversas pessoas – disse Kolka.
– Você não tem nenhum conhecido lá – disse Pyetka.
– Tenho sim! – disse Kolka.
– Não tem! – disse Pyetka.
– Tenho sim!
– Não tem!
– Tenho sim!
– Não tem!
Kolka Pankin e Pyetka Yershov decidiram ir na manhã seguinte até o aeródromo.

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2

No dia seguinte Kolka Pankin e Pyetka Yershov saíram bem cedo de casa. O aeródromo fica distante, mas como o tempo estava bom e não havia dinheiro para o bonde, Kolka e Pyetka foram a pé.
– Eu vou para o Brasil de qualquer maneira – disse Kolka
– Você vai me escrever uma carta? – perguntou Pyetka.
– Vou – disse Kolka, – e quando eu voltar, eu vou trazer um macaco para você.
– E um passarinho vai trazer? – Perguntou Pyetka.
– Vou trazer um passarinho – disse Kolka – Quer qual? Colibri ou papagaio?
– Qual é o melhor? – perguntou Pyetka.
– O papagaio é melhor. Ele pode falar – disse Kolka.
– Ele pode cantar? – perguntou Pyetka.
– E pode cantar – disse Kolka.
– Ele lê partitura? – perguntou Pyetka?
– Ele não lê partitura. Mas você canta qualquer coisa e o papagaio repete – disse Kolka.
– Mas você vai mesmo me trazer um papagaio? – perguntou Pyetka.
– Vou trazer com certeza – disse Kolka.
– E se não trouxer? – perguntou Pyetka.
– Se eu falei que vou trazer, vou trazer – disse Kolka.
– Não vai trazer – disse Pyetka.
– Vou trazer sim! – disse Kolka.
– Não vai! – disse Pyetka.
– Vou sim! – disse Kolka.
– Não vai!
– Vou sim!
– Não vai!
– Vou sim!
– Não vai!
Mas aqui Kolka Pankin e Pyetka Yershov chegaram ao aeródromo.

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Tudo no aeródromo era muito interessante. Aviões corriam pela terra um atrás do outro e depois: um, dois, três, e já estavam no ar. Inicialmente voavam baixos, depois mais alto, depois mais alto ainda, e depois de um giro voavam para longe até sumir. Na terra ainda restavam oito aviões, também prontos para correr e voar. Kolka Pankin escolheu um deles e, indicando-o a Pyetka Yershov, falou:
– Este é o avião no qual vou voar para o Brasil.
Pyetka tirou o boné e coçou a cabeça. Pôs o boné de volta e perguntou:
– Eles vão dar este avião para você?
– Sim – disse Kolka – O aviador é o meu conhecido.
– Conhecido? Como é que ele se chama? – perguntou Pyetka.
– Muito simples: Pavel Ivanovich – disse Kolka.
– Pavel Ivanovich? – perguntou Pyetka.
– Isso mesmo – disse Kolka.
– E você vai pedir o avião a ele? – perguntou Pyetka.
– Claro que sim. Venha comigo e você vai ver – disse Kolka.
– E se ele não der o avião? – perguntou Pyetka.
– Não tem como não dar. Eu vou pedir e ele vai me dar – disse Kolka.
– E se você não pedir? – perguntou Pyetka.
– Eu vou pedir – disse Kolka.
– Você ficar com medo! – disse Pyetka.
– Não, não vou ficar com medo! – disse Kolka.
– Duvido que tenha coragem! – disse Pyetka.
– Tenho sim! – disse Kolka.
– Duvido!
– Tenho sim!
– Duvido!
– Tenho sim!
Kolka Pankin e Pyetka Yershov correram até o aviador.

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4

O aviador estava perto do avião lavando uns parafusos mergulhados em gasolina dentro de uma vasilha. Ele estava todo vestido de couro, е próximo dele, no chão, havia um par de luvas de couro e um capacete de couro.
Kolka Pankin e Pyetka Yershov se dirigiram até ele.
O aviador tirou os parafusos da gasolina e os colocou na borda do avião, depois mergulhou outros parafusos na gasolina e começou a lavá-los.
Kolka olhou e olhou para ele, e depois falou:
– Bom dia, Pavel Ivanovich!
O aviador olhou primeiro para Kolka, e depois para Pyetka, e depois virou-se. Kolka esperou, esperou, e depois falou:
– Bom dia, Pavel Ivanovich!
O aviador, então, olhou primeiro para Pyetka, e depois para Kolka, e depois falou, enquanto coçava um pé com o outro.
– Meu nome não é Pavel Ivanovich, mas Konstantin Konstantinovich, e não conheço nenhum Pavel Ivanovich.
Pyetka caiu na gargalhada. Kolka bateu em Pyetka. Pyetka fez uma cara séria. E Kolka falou para o aviador:
– Konstantin Konstantinovich, eu e Pyetka Yershov decidimos voar ao Brasil. O senhor pode nos emprestar o seu avião?
O aviador começou a rir:
– Ha ha ha, ha ha ha! É sério que vocês decidiram voar para o Brasil?
– Sim – disse Kolka.
– O senhor voa conosco? – perguntou Pyetka.
– O que é que vocês estão pensando? – exclamou o aviador – Que eu vou dar uma máquina como esta para vocês? Claro que não! Mas se me pagarem, eu posso levá-los ao Brasil. Quanto podem me dar?
Kolka procurou nos bolsos mas não encontrou nada.
– Dinheiro, nós não temos – ele falou ao aviador – talvez o senhor possa nos levar mesmo assim?
– Não, assim eu não levo – respondeu o aviador e voltou a mexer no avião.
De repente Kolka balançou os braços e gritou:
– Konstantin Konstantinovich! O senhor quer um canivete? Ele é muito bom. Tem três lâminas. Na verdade duas estão quebradas, mas uma está inteira e ela é muito afiada. Eu uma vez eu a enfiei numa porta e a lâmina atravessou até o outro lado.
– Quando foi isto? – perguntou Pyetka.
– Por que você quer saber? Foi no inverno! – zangou-se Kolka.
– Que porta foi essa que você atravessou com o canivete? – perguntou Pyetka.
– A porta da dispensa – disse Kolka.
– Mas ela está inteira – disse Pyetka.
– Então trocaram por uma nova – disse Kolka.
– Não, não trocaram, a porta é velha – disse Pyetka.
– Não, é nova – disse Kolka.
– E me devolva a minha faca – disse Pyetka – é minha faca; eu dei apenas para você cortar a corda do varal, mas você ficou com ela.
– Como assim, sua faca? É minha faca – disse Kolka.
– Não, é minha faca! – disse Pyetka.
– Não, é minha! – disse Kolka.
– Não, é minha! – disse Pyetka.
– Não, é minha!
– Não, é minha!
– Tá bom! Que inferno! – falou o aviador – Vamos, meninos, se acomodem no avião. Voaremos ao Brasil.

5

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Kolka Pankin e Pyetka Yershov voaram em um avião para o Brasil. Foi uma viagem muito interessante. O aviador estava sentado no banco da frente e só dava para ver o seu capacete. Tudo foi muito bom, mas o motor fazia bastante barulho e era muito difícil conversar. Mas quando se olha do avião para a terra lá em baixo, é tudo tão amplo – é de tirar o fôlego! E na terra tudo é tão pequeno e parece que está virado do lado errado.
– Pyetka! – gritou Kolka – Olha essa cidade como é tor-ta!
– O-que-eee? – gritou Pyetka.
– Ci-da-de! – gritou Kolka
– Não estou escutando! – gritou Pyetka.
– O que-eee? – gritou Kolka.
– Falta muito para che-gar no Bra-sil? – gritou Pyetka.
– De qual Vassí-li-ya? – gritou Kolka.
– Meu cha-péu vo-ou! – gritou Pyetka.
– Quanto? – gritou Kolka.
– On-tem! – gritou Pyetka.
– América do Norte! – gritou Kolka.
– Na-vi-da-ri-di-i-i – gritou Pyetka.
– O que-eee? – gritou Kolka.
De repente os ouvidos ficaram vazios e o avião começou a descer.

6

O avião deu vários saltos e solavancos até que aterrissou.
– Chegamos – falou o aviador.
Kolka Pankin e Pyetka Yershov olharam em volta.
– Pyetka – disse Kolka – Olhe! Estamos no Brasil!
– Isto é o Brasil? – perguntou Pyetka.
– Claro que é, seu idiota, será que não está vendo? – disse Kolka.
– E por que aquelas pessoas ali estão correndo? – perguntou Pyetka.
– Onde? Ah, estou vendo – disse Kolka – São nativos, selvagens. Está vendo que eles têm cabelos claros? São perucas que fizeram de grama e palha.
– Por que? – perguntou Pyetka.
– Porque sim – disse Kolka.
– Olha só, eu acho que isso é o cabelo deles – disse Pyetka.
– E eu digo a você que isto são penas. – disse Kolka.
– Não, é cabelo! – disse Pyetka.
– Não, são penas! – disse Kolka.
– Não, é cabelo!
– Não, são penas!
– Não, é cabelo!
Está bem, saiam do avião – falou o aviador – eu preciso voar.

7

Kolka Pankin e Pyetka Yershov sairam do avião e foram ao encontro dos nativos. Os nativos eram baixinhos, sujos e branquelos. Ao verem Kolka e Petka os nativos pararam. Kolka deu um passo a frente, levantou a mão direita e falou:
– Oakh! – falou em língua indígena.
Os nativos abriram a boca e permaneceram calados.
– Gapakuk! – disse Kolka para eles em língua indígena.
– O que é isto que você está falando? – perguntou Pyetka.
– Estou falando com eles em língua indígena – disse Kolka.
– E onde foi que você aprendeu língua indígena? – perguntou Pyetka.
– Eu tinha um certo livrinho, e estudei por ele – disse Kolka.
– Como você mente! – disse Pyetka.
– Sai daqui! – disse Kolka – Inam kos! – falou ele para os nativos em língua indígena.
– De repente os nativos começaram a rir.
– Kerek éri yale – falaram os nativos.
– Ara toki – disse Kolka.
– Mita? – perguntaram os nativos.
– Chega, vamos embora! – disse Pyetka.
– Pilguedrau! – exclamou Kolka.
– Perkilya! – gritaram os nativos.
– Kulmeguinki! – exclamou Kolka.
– Perkilya, Perkilya! – gritaram os nativos.
– Vamos fugir! – gritou Pyetka – Eles querem briga!
Mas era tarde demais. Os nativos saltaram sobre Kolka e começaram a bater nele.
– Socorro! – gritou Kolka.
– Perkilya! – gritaram os nativos.
– «Mm-uuu» – mugiu uma vaca.

8

Depois de baterem em Kolka, os nativos se foram lançando um monte de poeira no ar. Kolka estava todo desgrenhado e bastante amassado.
– Pye-pye-pye-pye-pyetka – falou ele com uma voz trêmula – Viu só? Eu arrebentei com os nativos! Peguei um aqui, e depois um outro lá.
– Não foram eles que bateram em você? – perguntou Pyetka.
– Que nada! – disse Kolka – Eu parti para cima deles assim: um-dois, um dois, um-dois!
– Mm-uuu! – soou no ouvido de Kolka.
– Ai! – gritou Kolka e correu para longe.
– Kolka! Ko-olka-a-a! – gritou Pyetka.
Mas Kolka correu sem olhar para trás. Eles correram, correram, correram, correram, correram, correram, e apenas quando estavam chegando na floresta, Kolka parou.
– Ufa! – falou, sem fôlego.
Pyetka estava tão sem ar da corrida que não conseguia dizer nada.
– Que bisonte! – disse Kolka, quando recuperou o fôlego.
– O que? – perguntou Pyetka.
– Você viu o bisonte? – perguntou Kolka.
– Onde? – perguntou Pyetka.
– Lá atrás. Ele correu atrás da gente – falou Kokla.
– Aquilo não era uma vaca? – perguntou Pyetka.
– Vaca? Claro que não! No Brasil não há vacas – disse Kolka.
– Mas será que bisontes andam com sinos pendurados no pescoço? – perguntou Pyetka.
– Andam – disse Kolka.
– Onde foi que conseguiram esses sinos? – perguntou Pyetka.
– Dos índios. Sempre que os índios capturam um bisonte, amarram um sino deles e depois soltam.
– Por que? – perguntou Pyetka.
– É assim que as coisas são – disse Kolka.
– Não é verdade. Bisontes não andam com sinos e aquilo era uma vaca. – falou Petka.
– Não, era um bisonte – disse Kolka.
– Não, era uma vaca – disse Pyetka.
– Bisonte!
– Vaca!
– Bisonte!
– E onde estão os papagaios – perguntou Pyetka.

9

Kolka Pankin foi imediatamente pego de surpresa:
– Que papagaios? – perguntou a Pyetka Yershov.
– Sim você prometeu uns papagaios quando voltasse do Brasil. Se estamos no Brasil, devem haver papagaios – disse Pyetka.
– Papagaios eu não estou vendo agora, mas ali tem um colibri – disse Kolka.
– Aquele pássaro sentado ali no pinheiro? – perguntou Pyetka.
– Isto não é um pinheiro, é uma palmeira – ofendeu-se Kolka.
– Mas nos desenhos a palmeira é diferente – disse Pyetka.
– Em desenhos aparecem diferentes, mas no Brasil aparece desse jeito aqui – irritou-se Kolka – presta atenção nos colibris!
– Parecem com os nossos pardais. – disse Pyetka.
– Parecem – concordou Kolka – mas são de menor tamanho.
– Não, são maiores – disse Pyetka.
– Não, menores – disse Kolka.
– Não, maiores! – disse Pyetka.
– Não, menores! – disse Kolka.
– Não, maiores!
– Não, menores!
– Não, maiores!
– Não, menores!
De repente, por trás de Kolka e Pyetka ouviu-se um ruído.

10

Kolka Pankin e Pyetka Yershov viraram-se. Algum tipo de monstro voava direto na direção deles.
– O que é isto? – assustou-se Kolka.
– É um automóvel – disse Pyetka.
– Não pode ser! – disse Kolka. – Onde é que já se viu um automóvel no Brasil.
– Não sei – disse Pyetka – mas que é um automóvel é.
– Não pode ser! – disse Kolka.
– E eu digo para você que é um automóvel! – disse Pyetka.
– Não, não pode ser – disse Kolka.
– Pode ser!
– Não, não pode!
– Bem, agora você está vendo que é um automóvel? – respondeu Pyetka.
– Estou, mas é muito estranho – disse Kolka.
Enquanto isto o carro se aproximou.
– Ei, meninos! – gritou o homem de dentro do carro – a estrada para Leningrado é para a direita ou para a esquerda?
– Qual Leningrado? – perguntou Kolka.
– Como assim qual? Bem, como faço para ir à cidade? – perguntou o motorista.
– Nós não sabemos – falou Petka, e então de repente começou a gritar – Tiozinho! – gritou – nos leve para a cidade!
– Claro. Vocês moram na cidade? – perguntou o motorista.
– Sim – respondeu Pyetka – na rua Mokhovaya.
– E como é que vocês vieram parar aqui? – perguntou, surpreso, o motorista.
– Foi Kolka – chorou Pyetka – ele prometeu nos levar até o Brasil, e fomos parar aqui.
– Para Brussílovo? Brussílovo… espere aí, Brussílovo fica muito mais longe. Fica em algum lugar da província de Tchernigov – falou o motorista.
– Tchiligovskaya! República do Tchile… Chile… Isto seria mais para o sul, lá para os lados da Argentina. O Chile localiza-e na costa do oceano Pacífico – disse Kolka.
– Tio – choramingou outra vez Pyetka – nos leve para casa!
– Tudo bem, tudo bem – disse o motorista – Tem lugar no carro. Sentem-se. Só que Brussilovo não é aqui. Brussílovo fica na província de Tchernigov.
E foi assim que Kolka Pankin e Pyetka Yershov voltaram para casa de automóvel.

11

Kolka Pankin e Pyetka Yershov inicialmente permaneceram calados. Mas depois Kolka olhou para Pyetka e falou:
– Pyetka – disse Kolka – você viu o Condor?
– Não – disse Pyetka – o que é isso?
– É um pássaro! – disse Kolka.
– Grande? – perguntou Pyetka.
– Muito grande! – disse Kolka.
– Maior que um corvo? – perguntou Pyetka.
– Claro que sim! É o maior pássaro de todos! – disse Kolka.
– Eu não vi – disse Pyetka.
– Mas eu vi. Ele estava sentado na palmeira – disse Kolka.
– Em qual palmeira? – perguntou Pyetka.
– Naquela em que estava o colibri – disse Kolka.
– Aquilo não era uma palmeira, era um pinheiro – disse Pyetka.
– Não, era uma palmeira! – disse Kolka!
– Não, era um pinheiro! – disse Pyetka – Palmeiras nascem apenas no Brasil. Aqui elas não nascem.
– Mas nós estivemos no Brasil – disse Kolka.
– Não, não estivemos! – disse Pyetka.
– Estivemos sim! – disse Kolka.
– Não estivemos! – gritou Pyetka.
– Estivemos, estivemos, estivemos, es-ti-ve-mos! – gritou Kolka.
– Olha lá! Estamos chegando em Leningrado – disse o motorista, apontando para as chaminés e telhados que furavam o céu.

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(Daniil Kharms, 1928)

Fonte: О том, как Колька Панкин летал в Бразилию, а Петька Ершов ничему не верил. Ilustração de capa: capa da edição original, de 1928 disponível na Biblioteca Nacional Eletrônica Infantil. Outras ilustrações e capa por: Helder da Rocha.

 

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I am a computer scientist (programmer, teacher, writer, IT consultant) and artist (actor, musician, writer, sculptor, painter).
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 e Pyetka Yershov em nada acreditou (Daniil Kharms)

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